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Dimensionamento e custo

Energia solar para 500 kWh por mês: quantas placas e quanto custa

Simulador solar

Preencha a conta, a cidade e a distribuidora. O telhado se enche de placas e mostra o preço, a área e o retorno.

O que você sabe da sua conta?
Usar a tarifa exata da minha fatura

Sem isso, calculamos a tarifa com tributos a partir da tarifa homologada e das alíquotas das nossas premissas.

meio-dia

0placas
Potência do sistema
Área das placas
Geração média
Seu consumo
Só o kit (varejo, 23/10/2026)
Sistema instalado (média Greener, jun/2026)
Retorno do investimento
Conta que continua chegando
Economia estimada por mês

Como calculamos
  1. Consumo útil = consumo − custo de disponibilidade (30, 50 ou 100 kWh pelo tipo de ligação; REN ANEEL 1.000/2021, art. 291).
  2. kWp necessário = consumo útil ÷ (HSP anual da cidade no plano inclinado ótimo × 30 × PR). PR (taxa de desempenho) = 75%: ponto médio da faixa de 70% a 80% do manual do CEPEL/CRESESB (escolha nossa).
  3. Placas = ⌈kWp × 1000 ÷ 550 W⌉; kWp real = placas × 0,55; área = placas × 2,57 m² (média de duas fichas técnicas de módulos de 550 W, só o módulo, sem folgas de instalação).
  4. Geração do mês = kWp real × HSP do mês × dias do mês × PR.
  5. Conta em R$ → kWh (aproximado; iluminação pública não é energia): kWh ≈ R$ ÷ tarifa com tributos. Tarifa com tributos = tarifa B1 sem tributos ÷ [(1 − PIS/COFINS) × (1 − ICMS)], com PIS/COFINS efetivo de 5,1% (faixa de 4,4% a 6,1% nas distribuidoras lidas) e o ICMS da UF da cidade, pela faixa de consumo quando a UF tem faixas. Se você informar a tarifa da fatura, ela substitui essa estimativa.
  6. Investimento = kWp real × R$/Wp do sistema instalado (Greener, interpolado entre os portes publicados); o preço só do kit vem de lojas de varejo.
  7. Economia anual = 12 × [energia compensada × tarifa com tributos − energia compensada × TUSD Fio B × % do Fio B do ano × fator de tributos], com o % do art. 27 para um pedido feito hoje. Conservadora: toda a energia passa pela rede, sem autoconsumo na hora.
  8. Retorno simples = investimento ÷ economia anual, sem reajuste de tarifa, perda de eficiência das placas, manutenção ou juros.

Premissas e fontes: CEPEL/CRESESB, Manual de Engenharia para Sistemas Fotovoltaicos, edição revisada e atualizada, março/2014…; Canadian Solar (CSI Solar), HiKu6 Mono PERC CS6W-530|535|540|545|550|555MS, PV Module Product Datasheet…; JA Solar, JAM72S30 530-555/MR, datasheet 01-000841 (20220118A; cópia hospedada por solarics.de); EDP São Paulo/Espírito Santo, 'ICMS, PIS e COFINS' (Tabela de cálculo PIS/PASEP COFINS); Copel Distribuição, página 'Tributos' (bases de cálculo do PIS/PASEP/COFINS e do ICMS) + Enel SP (PIS/COFINS…. O ICMS de cada UF, com a sua fonte e a confiança, aparece sob o formulário. A equivalência «Fio B do art. 27 = TUSD Fio B da ANEEL» é interpretação: O art. 27 aplica os percentuais às componentes "remuneração dos ativos", "quota de reintegração regulatória (depreciação)" e "O&M" da distribuição — corresponde ao que a ANEEL publica como componente TUSD Fio B (campo TUSD_FioB no dataset componentes-tarifarias); a equivalência exata é interpretação nossa: confirmar no PRORET 7.1.

Fontes: CRESESB, SunData 3.0 (Atlas Brasileiro de Energia Solar, INPE/LABREN, 2017); Greener, Estudo SED 1S2026 (valores publicados por pv magazine Brasil e Portal Solar); Lei nº 14.300/2022 (planalto.gov.br); ANEEL, dados abertos: componentes tarifárias 2025 (cópia de 21/01/2026); MME/SNEE, Informativo Tarifário do Setor Elétrico, 1º semestre de 2026.

Quanto sol cada cidade recebe

Horas de sol pleno por dia (HSP, em kWh/m² por dia) no plano inclinado voltado ao norte, no ângulo de maior média anual.

HSP média anual por cidade, melhor inclinação fixa
CidadeHSP (kWh/m²·dia)Ângulo
Natal (RN)5,814°
Fortaleza (CE)5,783°
Teresina (PI)5,596°
Maceió (AL)5,556°
João Pessoa (PB)5,545°
Aracaju (SE)5,527°
Recife (PE)5,485°
Brasília (DF)5,4518°
Goiânia (GO)5,4518°
Salvador (BA)5,419°
Belo Horizonte (MG)5,3620°
Palmas (TO)5,3113°
Cuiabá (MT)5,2516°
Campo Grande (MS)5,2319°
São Luís (MA)5,212°
Vitória (ES)5,1318°
Macapá (AP)4,940°
Rio de Janeiro (RJ)4,9320°
Boa Vista (RR)4,893°
Belém (PA)4,873°
Porto Alegre (RS)4,6722°
São Paulo (SP)4,6421°
Rio Branco (AC)4,6110°
Porto Velho (RO)4,5210°
Florianópolis (SC)4,4722°
Curitiba (PR)4,3921°
Manaus (AM)4,334°

Valores do ponto de grade mais próximo da cidade, indicativos: medir no local dá o número exato. HSP é a irradiação diária expressa em horas de 1 kW/m².

Fontes: CRESESB, SunData 3.0 (Atlas Brasileiro de Energia Solar, INPE/LABREN, 2017).

O cálculo, passo a passo

Comece pelo consumo que de fato precisa ser coberto. A distribuidora fatura no mínimo o custo de disponibilidade, pelo art. 291 da Resolução Normativa nº 1.000 da ANEEL: 30 kWh na ligação monofásica ou bifásica a dois condutores, 50 kWh na bifásica a três condutores e 100 kWh na trifásica. Numa casa bifásica a três condutores, sobram 450 kWh para as placas gerarem.

Depois entra a irradiação da cidade. O simulador usa o CRESESB/SunData, que traz a irradiação diária média de cada localidade; a conta usa o plano inclinado voltado ao norte, no ângulo de maior média anual. Esse número, em kWh por m² por dia, equivale às horas de sol pleno. Multiplicado por 30 dias e pela taxa de desempenho de 0,75, no meio da faixa de 70% a 80% do manual do CEPEL, ele diz quanto cada kWp gera por mês.

Dividindo a energia a cobrir por esse valor, sai a potência em kWp, arredondada para placas inteiras de 550 W. O simulador acima já vem com 500 kWh e ligação bifásica a três condutores: escolha a sua cidade e a sua distribuidora para ver o seu caso, com a área de telhado e a geração mês a mês.

Por que a cidade muda o resultado

No plano inclinado de maior média anual, o CRESESB/SunData dá 5,81 kWh/m² por dia em Natal e 5,78 em Fortaleza, contra 4,39 em Curitiba, 4,47 em Florianópolis e 4,33 em Manaus. Com o mesmo consumo, a diferença chega a duas placas. A tabela de horas de sol pleno mostra a irradiação das capitais.

Os valores do SunData são médias de longo prazo e, como avisa o próprio CRESESB, indicativos. Sombra de árvores, prédios ou caixa-d'água e um telhado que não olha para o norte podem reduzir a geração, e nada disso aparece nessa média.

O que o preço cobre e o que fica de fora

Na pesquisa da Greener do 1º semestre de 2026, o sistema residencial de 4 kWp instalado fechou junho em R$ 2,91 por watt-pico. Esse preço inclui os equipamentos e o serviço de integração, ou seja, os serviços necessários para instalar o sistema. O simulador aplica a curva de preço da Greener à potência que ele calcula.

Kits vendidos online custam menos por watt porque trazem só equipamentos. Em 23 de outubro de 2026, a MeuGerador anunciava um kit on-grid de 3,72 kWp, com seis placas bifaciais de 620 W, para 500 kWh por mês, a R$ 6.766,02 no pix. Com a taxa de desempenho de 0,75 do simulador, 3,72 kWp geram menos de 500 kWh por mês nas capitais da tabela de horas de sol pleno; a página da loja informa de 468 a 623 kWh por mês conforme a região e não detalha as premissas. Some estrutura, projeto, responsabilidade técnica e instalação antes de comparar com um orçamento completo.

On-grid ou off-grid para esse consumo

Para uma casa ligada à rede, o sistema on-grid é o caminho comum: a rede funciona como depósito, e o excedente vira crédito pela Lei 14.300. Para pedidos de acesso depois de 7 de janeiro de 2023, o sistema paga sobre a energia compensada uma parte do Fio B, de 60% em 2026 a 90% em 2028 (art. 27 da lei), o que alonga o retorno. O off-grid, com baterias, faz sentido onde a rede não chega; atender 500 kWh por mês só com baterias exige um banco grande, de vida útil medida em ciclos de carga e descarga.

Como ler um orçamento para 500 kWh

Um bom orçamento diz a potência em kWp, o número e o modelo das placas, o inversor, a geração estimada para a sua cidade mês a mês e o que está incluído. Compare propostas pelo preço por watt-pico e pela geração estimada, não só pelo total. E desconfie de retorno calculado sem o Fio B dos próximos anos ou sem o custo de disponibilidade.

Checklist

  • Some o consumo das últimas 12 contas e divida por 12: um mês só engana.
  • Confira o tipo de ligação na conta (monofásica, bifásica ou trifásica).
  • Peça que o orçamento mostre a potência em kWp e a geração estimada mês a mês para a sua cidade.
  • Pergunte qual irradiação e qual taxa de desempenho foram usadas.
  • Veja se o preço inclui estrutura, projeto, ART ou TRT, pedido de acesso e instalação.
  • Peça o retorno calculado com o Fio B de 2026, 2027 e 2028.
  • Compare o preço por watt-pico, não só o total.

Perguntas frequentes

Um kit vendido para 500 kWh por mês gera mesmo 500 kWh?

Depende da sua cidade, da inclinação e da sombra. As lojas rotulam kits por uma geração mensal estimada e nem sempre detalham as premissas. Coloque a potência do kit e a sua cidade no simulador acima para ver a geração pela irradiação do CRESESB.

Preciso gerar os 500 kWh inteiros?

Não. A distribuidora fatura no mínimo o custo de disponibilidade, de 30, 50 ou 100 kWh conforme a ligação, então o simulador desconta esse mínimo antes de dimensionar.

Com 500 kWh por mês vale a pena off-grid?

Para uma casa ligada à rede, em geral não: o banco de baterias para atender esse consumo é grande e tem vida útil medida em ciclos, e a rede já funciona como depósito, com os créditos da Lei 14.300. Off-grid faz sentido onde a rede não chega. Use a calculadora de baterias na seção de kits para ter uma ideia do tamanho.

Fontes

  1. CEPEL/CRESESB, SunData 3.0 — potencial solar por localidade (cresesb.cepel.br)
  2. CEPEL/CRESESB, Manual de Engenharia para Sistemas Fotovoltaicos (2014) (cresesb.cepel.br)
  3. pv magazine Brasil, Sistemas fotovoltaicos ficam até 7% mais caros no 1º semestre de 2026, aponta Greener (25/09/2026) (pv-magazine-brasil.com)
  4. MeuGerador, Kit energia solar on-grid 500 kWh/mês 3,72 kWp (meugerador.com.br)
  5. ANEEL, Resolução Normativa nº 1.000/2021, texto compilado (cópia publicada pela Cemig) (cemig.com.br)
  6. Presidência da República, Lei nº 14.300, de 6 de janeiro de 2022 (texto compilado) (planalto.gov.br)

Este conteúdo é informativo. As estimativas não substituem um projeto técnico nem a análise das regras da sua distribuidora. Serviços elétricos devem ser feitos por profissionais habilitados. Consulte o aviso legal e os limites das estimativas.

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