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Conta de luz

Calculadora de tarifa, bandeira e comparação com tarifa branca

Tarifa e bandeira: estime a sua conta

Escolha a distribuidora e o consumo. Mostramos a tarifa homologada pela ANEEL, a bandeira do mês e uma estimativa da conta de energia.

TE (energia)
TUSD (uso da rede)
Tarifa B1 sem tributos
Bandeira do mês
Consumo faturado
Energia + bandeira, sem tributos
Aproximado com tributos (ICMS, PIS e COFINS)

Vale a pena a tarifa branca?

Estimativa só da energia: não inclui iluminação pública nem outras cobranças da fatura. O consumo faturado é o maior entre o seu consumo e o mínimo da ligação, e a bandeira se soma a esse consumo faturado (leitura da ANEEL, confiança média: com geração própria no sistema de compensação a regra é outra). PIS e COFINS usam a alíquota efetiva típica, que muda todo mês; o ICMS depende da UF e da faixa de consumo.

Fontes: ANEEL, bandeiras tarifárias; ANEEL, dados abertos: componentes tarifárias 2025 (cópia de 21/01/2026); MME/SNEE, Informativo Tarifário do Setor Elétrico, 1º semestre de 2026.

A tarifa branca pode compensar quando você concentra o consumo de energia elétrica fora dos horários de ponta e intermediário. Se os aparelhos com maior consumo funcionarem nessas janelas mais caras, o valor final da conta tende a subir. A calculadora permite estimar essa diferença com base no perfil de uso da sua residência.

O que a calculadora pede

A ferramenta solicita a distribuidora, o consumo mensal faturado e o tipo de ligação da unidade consumidora. O consumo deve ser informado em quilowatt-hora (kWh), unidade de energia, enquanto o quilowatt (kW) mede apenas potência. Indique também se a ligação é monofásica, bifásica ou trifásica para apurar o custo de disponibilidade.

Você pode alterar a bandeira tarifária para avaliar o impacto das usinas termelétricas acionadas no mês. Para comparar os regimes, informe a fatia do consumo que ocorre nos horários de ponta e intermediário.

Informação Como conferir
Distribuidora Nome da empresa na sua conta
Consumo mensal Energia consumida em kWh no período
Tipo de ligação Classificação informada na fatura
Bandeira Cor aplicável ao mês consultado
Consumo por horário Participação estimada na ponta e no intermediário

Selecione sua concessionária e digite a média de kWh das últimas faturas de luz. Depois, insira os percentuais da sua rotina diária para consultar a estimativa calculada em cada modalidade.

Em que ela se baseia

A base de cálculo adota as tarifas residenciais homologadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para cada empresa. O simulador exibe a resolução homologatória e o período de vigência de cada processo tarifário, permitindo checar se os valores estão atualizados.

A Tarifa de Energia (TE) remunera a geração da eletricidade consumida no imóvel. Já a Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD) cobre a manutenção de postes, redes e transformadores. Quando a agência publica apenas a tarifa total, a ferramenta mantém o valor agrupado.

Qual tarifa homologada se aplica à minha unidade?

Verifique a distribuidora, a classe e a modalidade descritas na fatura antes de iniciar a simulação. A ferramenta de cálculo adota os valores da subclasse residencial B1 presentes nas contas residenciais comuns. Unidades comerciais ou industriais precisam consultar as tabelas próprias do seu enquadramento na resolução homologatória.

A concessão de distribuição varia por área geográfica, e empresas diferentes atendem municípios vizinhos com tarifas distintas. Para consultar dados de Minas Gerais, veja o guia sobre o valor do kWh da Cemig.

Quanto a bandeira acrescenta ao consumo informado?

O adicional da bandeira incide sobre o consumo faturado, conforme os valores definidos na REH nº 3.306/2024. A ferramenta calcula o acréscimo sobre o maior valor entre o consumo digitado e o mínimo da ligação. Conforme o art. 291 da Resolução Normativa nº 1.000 da ANEEL, o mínimo é de 30 kWh para ligação monofásica ou bifásica a dois condutores, 50 kWh para bifásica a três condutores e 100 kWh para trifásica.

As bandeiras cobrem custos operacionais mais elevados de geração, sobretudo quando represas enfrentam seca. O patamar 2 da bandeira vermelha cobra por kWh mais que o patamar 1, e o acréscimo cresce com o consumo faturado.

O que ela simplifica

A comparação entre convencional e branca só aparece quando existem dados das duas modalidades no mesmo ciclo tarifário. Caso a distribuidora não tenha números recentes cadastrados no sistema, o comparativo permanece oculto.

Os percentuais informados por horário representam uma aproximação da rotina dos moradores. Uma conta convencional mensal não discrimina os horários em que cada equipamento funcionou ao longo dos dias.

Quais tributos e cobranças não estão incluídos?

O resultado básico apresenta o custo da tarifa sem tributos e encargos adicionais da conta de luz. A estimativa com impostos usa a alíquota de ICMS do estado para a faixa de consumo, com o grau de confiança indicado, e um PIS/COFINS efetivo típico, que varia mês a mês.

A conta de luz inclui o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), de competência estadual. Incidem também o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS). A ferramenta não adiciona a contribuição de iluminação pública nem juros por atraso.

Como ler o resultado

Compare as modalidades mantendo o mesmo consumo e a mesma bandeira tarifária. Observe os totais estimados em cada opção para avaliar se a mudança compensa financeiramente. Fique atento também à vigência indicada, já que reajustes anuais alteram as tarifas homologadas da concessionária.

Qual distribuição horária torna a tarifa branca vantajosa?

A tarifa branca compensa apenas se o custo ponderado pelos horários ficar menor que o valor cobrado na tarifa convencional. Usar aparelhos potentes durante as três horas de ponta encarece a fatura final.

Pela REN 1.000, sábados, domingos e os feriados listados na resolução não têm horário de ponta. Nos demais dias, cada distribuidora define as 3 horas de ponta pela curva de carga, com aprovação da ANEEL, e o intermediário é a hora antes e a hora depois da ponta.

Para unidades com microgeração solar, a simulação deve considerar também os horários de injeção dos excedentes. Conheça as regras da Lei 14.300 e entenda o custo da energia solar antes de solicitar a troca de modalidade tarifária.

Passo a passo

  1. Confira os horários da distribuidora. Consulte as janelas de ponta e intermediário antes de estimar seu consumo. Os horários mudam entre concessionárias.
  2. Use um perfil realista. Considere quando você usa chuveiro, forno e ar-condicionado. Mantenha os horários reais da sua rotina habitual.
  3. Confirme as condições de adesão. Pergunte à distribuidora sobre medição e padrão de entrada. Eventuais adequações devem ser avaliadas por profissional habilitado.
  4. Compare novamente após reajustes. Refaça a estimativa quando mudarem as tarifas ou seus horários de consumo.

Perguntas frequentes

Quem recebe Tarifa Social pode aderir à tarifa branca?

Não. Pelo art. 219 da REN 1.000, a modalidade é vedada às subclasses baixa renda da classe residencial. A iluminação pública e as unidades no pré-pagamento também não têm acesso a ela.

Posso voltar à tarifa convencional?

Sim. Pela regra da ANEEL, você pode pedir o retorno a qualquer momento, com atendimento em até 30 dias. Uma nova adesão à tarifa branca exige espera de 180 dias, ou prazo menor a critério da distribuidora (art. 223 da REN 1.000).

Quem paga a troca do medidor?

Pelo art. 228 da REN 1.000, a distribuidora instala e arca com os medidores usados no faturamento. Se o padrão de entrada precisar de reforma, confirme com a distribuidora quem paga a obra. Contrate profissional habilitado para serviços no padrão.

Feriado municipal conta como fora de ponta?

Não. Pela REN 1.000, não há ponta aos sábados, domingos, na terça de carnaval, na Sexta-feira da Paixão, em Corpus Christi e nos feriados nacionais listados. Feriados municipais em dias úteis seguem os horários comuns.

Fontes

  1. ANEEL, Resolução Normativa nº 1.000/2021 — texto compilado (cópia Cemig, 2025) (cemig.com.br)
  2. ANEEL, Bandeiras tarifárias (2026) (gov.br)
  3. ANEEL, Dados abertos — adicional das bandeiras tarifárias, REH nº 3.306/2024 (2025; cópia Wayback) (web.archive.org)

Este conteúdo é informativo. As estimativas não substituem um projeto técnico nem a análise das regras da sua distribuidora. Serviços elétricos devem ser feitos por profissionais habilitados. Consulte o aviso legal e os limites das estimativas.

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